Figuras do futebol pedem boicote à Copa do Mundo nos EUA

Camila Pires
Tempo: 2 min.

À medida que a administração Trump se prepara para co-organizar a Copa do Mundo de 2026, figuras proeminentes do futebol, como Mark Pieth, ex-presidente da Comissão de Governança da FIFA, e o ex-presidente da FIFA, Sepp Blatter, convocam os torcedores a assistirem ao torneio pela televisão, em vez de viajar para os Estados Unidos. O evento, que ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho, levanta preocupações sobre a segurança e as políticas de imigração do país, especialmente após a recente repressão violenta contra imigrantes.

Os críticos citam a marginalização de opositores políticos e abusos pelos serviços de imigração, o que desencoraja a viagem dos fãs para o evento. O vice-presidente da federação de futebol da Alemanha, Oke Göttlich, e parlamentares de diversos países europeus expressaram apoio à ideia de boicote, comparando a situação atual a boicotes olímpicos do passado. As discussões também abordam a relação da FIFA com a administração Trump, que muitos consideram problemática.

Embora o boicote ainda não seja uma certeza, a possibilidade de que seleções nacionais, como a da Alemanha, considerem não participar do torneio aumenta à medida que os debates sobre as políticas internas dos EUA e suas consequências internacionais ganham força. A decisão final sobre a participação será deixada a critério das federações, mas a pressão crescente pode influenciar o futuro do torneio e sua recepção global.

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