O festival de Adelaide confirmou a permanência do colunista judeu Thomas Friedman em sua programação de 2024, apesar das tentativas de um grupo de acadêmicos para sua remoção. A decisão ocorre em meio a controvérsias envolvendo a acadêmica palestina Randa Abdel-Fattah, que teve sua participação cancelada este ano, levando a um debate acalorado sobre liberdade de expressão e representatividade.
Randa Abdel-Fattah rejeitou as acusações de hipocrisia, enfatizando que o conselho do festival resistiu a pressões para remover Friedman, enquanto sua própria participação foi cancelada. O primeiro-ministro da Austrália do Sul, Peter Malinauskas, apoiou a decisão do festival em relação à acadêmica, mas contradisse a alegação de que Friedman havia sido excluído do evento. Essa situação levanta questões sobre a equidade na seleção de convidados em eventos literários.
As implicações dessa decisão podem impactar a percepção pública sobre o festival de Adelaide e suas escolhas editoriais. A controvérsia destaca a complexidade do debate sobre vozes diversas em plataformas culturais, especialmente em um contexto onde as tensões políticas estão elevadas. O desfecho dessa situação poderá influenciar futuras edições do festival e a interação entre organizações culturais e questões políticas.

