Na terça-feira, 27, a família de duas vítimas de um ataque aéreo dos Estados Unidos na Venezuela moveu um processo contra o governo Trump em Boston, alegando homicídio culposo. Chad Joseph e Rishi Samaroo, dois homens de Trindade e Tobago, foram mortos em um ataque ocorrido em 14 de outubro, enquanto voltavam para casa em Las Cuevas. A ação judicial marca um precedente, sendo a primeira a abordar a campanha militar americana no Caribe e no Pacífico, que já resultou em mais de 120 mortes.
Os advogados que representam as famílias sustentam que Joseph e Samaroo não estavam envolvidos em atividades hostis e foram alvos de um ataque manifestamente ilegal. Eles citam a Lei de Morte em Alto Mar e o Estatuto de Responsabilidade Civil por Atos Ilícitos Estrangeiros como bases legais para o processo. Em declarações, os familiares ressaltaram que os dois homens eram pescadores e agricultores, pedindo justiça e responsabilização pelo que consideram assassinatos frios e ilegais.
O desdobramento deste caso pode provocar um debate jurídico sobre a legalidade dos ataques realizados pelos EUA na Venezuela. Juristas e legisladores expressaram preocupação com possíveis violações do direito internacional, enquanto o governo Trump defende a legitimidade das operações citando a luta contra grupos narcoterroristas. O resultado desse processo pode influenciar a percepção pública e o futuro das ações americanas na região.

