Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo indica que em dezembro de 2025, 78,9% das famílias brasileiras estavam endividadas, um aumento de 2,3 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Este cenário de crescente endividamento é agravado por um ambiente de juros altos e orçamento familiar pressionado, onde o cartão de crédito se destaca como a principal fonte de dívida, presente em 85,1% dos casos.
Além do aumento no endividamento, a taxa de inadimplência também cresceu, atingindo 29,4% em dezembro, indicando que quase três em cada dez famílias enfrentavam dificuldades para honrar seus compromissos financeiros. Apesar de uma melhora em indicadores econômicos, como inflação e emprego, a realidade das contas domésticas permanece crítica. O uso excessivo de crédito rotativo para equilibrar as despesas mensais sugere uma dependência preocupante das famílias em relação a essa forma de financiamento.
As perspectivas para 2026 incluem a possibilidade de uma redução gradual na taxa Selic, o que poderia aliviar os custos do crédito e melhorar a capacidade de pagamento das famílias. No entanto, a trajetória futura do endividamento dependerá da capacidade das famílias de reorganizarem suas finanças e da manutenção de um ambiente econômico estável. A situação financeira dos brasileiros, portanto, continuará a exigir atenção e estratégias eficazes de gestão financeira.

