Em 1978, uma equipe de geólogos soviéticos fez uma descoberta surpreendente em uma área remota da Sibéria. Durante uma expedição nas montanhas Sayan, avistaram uma casa e um jardim a 150 milhas do assentamento mais próximo, revelando a presença de uma família que não interagia com o mundo exterior há décadas. O patriarca, Karp Osipovich Lykov, e seus filhos, Natalia, Agafia, Savin e Dmitry, foram encontrados vivendo em condições extremas, longe da civilização.
Os geólogos, ao se aproximarem do local, foram recebidos por Karp, que estava vestido com roupas remendadas. A família, composta por pessoas idosas, demonstrou surpresa e temor ao interagir com os visitantes. Ao entrarem na pequena cabana, os geólogos se depararam com um ambiente que refletia décadas de isolamento, onde a religião e a tradição eram centrais na vida dos Lykov, que se dedicavam a orações e a uma rotina de subsistência em meio à natureza selvagem.
Quase meio século após o encontro inicial, a história da família Lykov continua a intrigar e fascinar. O caso levanta questões sobre a sobrevivência humana, a interação com a sociedade moderna e os impactos do isolamento prolongado. A luta deles pela vida em um dos lugares mais inóspitos do planeta destaca a resiliência e a resistência do espírito humano em face das adversidades.

