O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, declarou que não pretende impor um código de conduta para os ministros sem prévio diálogo. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Fachin enfatizou que qualquer iniciativa deve ser construída com consenso, evitando imposições que não condizem com os princípios democráticos. Sua posição reflete uma tentativa de fortalecer a imagem do tribunal em tempos turbulentos.
A discussão sobre o código de conduta ganhou força após a Fundação Fernando Henrique Cardoso apresentar recomendações em outubro do ano passado. Fachin, que assumiu a presidência do STF em setembro de 2025, mencionou a necessidade de tratar o tema com cautela e consideração por argumentos diversos. O debate é ainda mais relevante diante do inquérito do Banco Master, que trouxe preocupações sobre a integridade do tribunal.
Além disso, o decano do STF, Gilmar Mendes, manifestou apoio à criação de um código, desde que a proposta surja internamente. Fachin está considerando regras que regulamentem a atuação dos ministros em eventos patrocinados por empresas com processos no tribunal. A adoção de diretrizes mais claras é vista como um passo importante para restaurar a confiança pública na justiça brasileira.

