ExxonMobil descarta investimentos na Venezuela sem reformas significativas

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Em uma reunião na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incentivou grandes petrolíferas a investir na Venezuela, mas recebeu respostas cautelosas de executivos como o CEO da ExxonMobil, que considerou o país inviável para novos investimentos. A instabilidade política e os altos custos operacionais foram citados como principais obstáculos, levando a ExxonMobil a descartar qualquer retorno sem reformas significativas.

Trump solicitou um investimento de 100 bilhões de dólares para expandir a produção de petróleo na Venezuela, ressaltando que as negociações ocorreriam diretamente com Washington, e não com o governo local. O CEO da ExxonMobil destacou o histórico de ativos confiscados pela Venezuela e a necessidade de mudanças nas estruturas jurídicas e comerciais para garantir um ambiente seguro para o investimento. Enquanto isso, a Chevron permaneceu como a única grande petrolífera americana ainda atuando no país, com declarações de comprometimento para investimentos futuros.

O potencial energético da Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, contrasta com a precariedade de sua indústria petrolífera. Especialistas apontam que, para reconstruir a capacidade produtiva, seriam necessários anos e bilhões de dólares em investimentos. Diante desse cenário, a disposição das empresas em investir dependerá não apenas das promessas do governo americano, mas também de mudanças estruturais significativas no ambiente de negócios venezuelano.

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