Após a chegada do homem à Lua em 1969, a exploração do satélite foi relegada a segundo plano nas agendas espaciais das grandes potências. A ausência de uma pressão geopolítica, juntamente com novos desafios científicos na Terra, fez com que a Lua perdesse sua prioridade. No entanto, a missão Artemis II, programada para fevereiro de 2026, está prestes a mudar essa narrativa, reposicionando a Lua no centro da exploração espacial internacional.
Recentes estudos identificaram a presença de gelo em crateras do polo sul lunar, que pode ser vital para futuras missões. Essa água é uma potencial fonte de oxigênio e hidrogênio, permitindo a possibilidade de abastecimento local. Além disso, áreas elevadas próximas a essas crateras oferecem luz solar quase contínua, abrindo caminho para a instalação de painéis solares, o que torna a Lua um local viável para uma presença humana mais duradoura.
A exploração lunar também se torna uma questão de regulação internacional, uma vez que tratados proíbem a posse de corpos celestes, mas não a exploração de seus recursos. Países como Estados Unidos e China desenvolvem estratégias distintas que envolvem interesses científicos e geopolíticos. A missão Artemis II, embora não preveja um pouso lunar, é um passo crucial para validar sistemas que permitirão uma presença mais frequente de astronautas na superfície lunar no futuro.

