O exército sírio intensificou suas operações e tomou o controle de várias cidades e campos petrolíferos estratégicos no norte e leste do país, incluindo a importante jazida de Al Omar. As forças curdas, que ocupavam a região há mais de uma década, foram forçadas a se retirar, o que marca um retrocesso significativo em sua autonomia. Essa ação militar ocorre em um momento de instabilidade política, após a destituição do presidente Bashar al Assad no final de 2024.
Além da jazida de Al Omar, que foi um ponto crucial na luta contra o Estado Islâmico, o exército sírio também recuperou a cidade de Tabqa e outras áreas ao redor de Aleppo. A presença militar nas ruas de Tabqa foi notada, com veículos blindados e tanques patrulhando a cidade, onde muitos moradores expressam temor. A retirada das Forças Democráticas Sírias (FDS) representa uma mudança significativa no controle territorial e nas dinâmicas de poder na região.
A situação levanta questões sobre o futuro da segurança e estabilidade na Síria, especialmente com a advertência do Comando Central dos Estados Unidos para que o governo sírio cesse as ações ofensivas. Os EUA, que têm um histórico de apoio às forças curdas, agora se vêem em uma posição delicada, tendo que equilibrar suas relações com o novo governo sírio. O impacto dessa mudança será monitorado de perto, pois pode afetar a dinâmica regional e as políticas de segurança dos países vizinhos.

