Exército de Uganda nega captura de líder da oposição Bobi Wine

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

No dia 17 de janeiro de 2026, o exército de Uganda afirmou não ter capturado Bobi Wine, líder da oposição e candidato à presidência, um dia após as eleições gerais que foram marcadas por violência. Wine, conhecido por sua resistência ao governo do presidente Yoweri Museveni, declarou que estava sob prisão domiciliar e que teria sido forçado a sair de sua casa por tropas militares. Essa alegação foi prontamente negada pelas autoridades militares, que consideraram os rumores infundados e falsos.

O porta-voz do exército, Chris Magezi, destacou a falsidade das afirmações sobre a detenção de Wine, que se consolidou como uma figura proeminente na política ugandense nos últimos anos. O clima político em Uganda é tenso, especialmente após o pleito eleitoral, onde Museveni, no poder desde 1986, obteve 73,7% dos votos, enquanto Wine recebeu 22,7%, segundo a Comissão Eleitoral. Esse cenário evidencia a repressão contínua de adversários políticos no país.

As denúncias de violência durante as eleições e os problemas técnicos enfrentados no processo eleitoral levantam preocupações sobre a integridade da democracia em Uganda. A situação de Bobi Wine, que se autodenomina o ‘presidente do gueto’, reflete a luta pela liberdade política em um ambiente altamente controlado. O desdobramento dos eventos e os resultados finais das eleições, esperados para o dia 17, podem influenciar a dinâmica política no país nos próximos meses.

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