José Aparecido Ribeiro Marin, ex-secretário de Educação de Sumaré, no interior de São Paulo, é alvo de investigações da Polícia Federal por supostas fraudes em licitações. Em 15 de janeiro de 2026, a PF deflagrou a terceira fase da Operação Coffee Break, que investiga o recebimento de dinheiro em espécie em 26 ocasiões dentro da própria prefeitura. As irregularidades estão ligadas a contratos de compra de materiais didáticos, e a operação também envolve a ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os indícios apontam que Marin teria autorizado contratações antes da publicação de documentos oficiais e mantinha contatos frequentes com um empresário, André Mariano, responsável por fornecer informações privilegiadas sobre transferências do governo federal. Conversas captadas pelos investigadores revelam que o empresário utilizava termos que indicam a prática de corrupção, como a menção à palavra “café” em reuniões que discutiam valores de propina. Além disso, a PF apreendeu um arsenal na propriedade de Marin, que afirma ter a documentação regularizada para a posse de armas.
As implicações deste caso são significativas, uma vez que a operação aponta para uma organização criminosa estruturada operando em várias prefeituras de São Paulo. A juíza federal que autorizou as buscas destacou que Marin, como agente público, deveria zelar pela correta aplicação dos recursos na educação, mas optou por se desviar de suas funções para enriquecimento pessoal. O desdobramento das investigações pode levar a novas prisões e à reavaliação de contratos firmados entre a prefeitura e empresas ligadas ao esquema.

