Ex-primeira-dama da Coreia do Sul é condenada a 20 meses de prisão

Patricia Nascimento
Tempo: 1 min.

O tribunal de Seul condenou a ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon-hee, a uma pena de 20 meses de prisão por corrupção, conforme decidido nesta terça-feira (28). A condenação está ligada ao recebimento de bens de luxo provenientes da Igreja da Unificação, uma das seitas mais influentes do país. Além disso, Kim foi absolvida de acusações de manipulação de ações e violação das leis de financiamento político.

A Procuradoria, que havia solicitado uma pena mais severa de 15 anos, planeja recorrer da decisão. Durante o período em que seu marido, Yoon Suk-yeol, presidiu o país, Kim foi alvo de várias controvérsias, incluindo tráfico de influência e fraude acadêmica. Ela ainda enfrentará outros julgamentos relacionados a corrupção e violação da legislação partidária, destacando a complexidade de sua situação legal.

A condenação de Kim não apenas acentua as questões éticas na política sul-coreana, mas também impacta a imagem do Partido do Poder Popular, que apoiou a eleição de seu marido. Enquanto Kim cumpre sua pena, Yoon também está sob custódia, enfrentando acusações graves, incluindo tentativa de declarar lei marcial. O desdobramento desses casos pode influenciar significativamente o cenário político do país nos próximos anos.

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