A ex-juíza da Suprema Corte do Chile, Ángela Vivanco, foi presa após evidências de corrupção que comprometem sua carreira e a credibilidade do sistema judiciário do país. A promotora Carmen Gloria Wittver destacou que sua liberdade representava um risco para a sociedade e para as investigações em andamento. O caso se desenrola em um contexto político delicado, com a nova administração de José Antonio Kast prestes a assumir em março de 2026.
Vivanco, que se via como intocável, foi acusada de receber subornos relacionados a um processo judicial que envolvia uma empresa chilena e um consórcio bielorrusso. As investigações revelaram uma rede de corrupção que incluía políticos e advogados, culminando em sua remoção da Suprema Corte pelos próprios colegas. Essa situação reflete um momento de maturidade política no Chile, onde ações corretivas estão sendo tomadas contra abusos de poder.
O escândalo não apenas expõe a corrupção dentro do judiciário, mas também levanta importantes questões sobre a transparência e a responsabilidade nas instituições públicas. Com dois outros juízes afastados por corrupção, o caso de Vivanco destaca a urgência de um debate sobre a integridade no governo. O exemplo chileno oferece lições valiosas para outros países da região, incluindo o Brasil, onde a luta contra a corrupção ainda enfrenta grandes desafios.

