O governo brasileiro planeja um evento em 8 de janeiro para marcar os três anos dos ataques golpistas, mas a cerimônia deve ocorrer sem a presença da cúpula do Congresso e com poucos representantes do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá anunciar na mesma data seu veto a um projeto que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, decisão que divide opiniões no Palácio do Planalto.
O evento tem como objetivo reafirmar a defesa da democracia e das instituições brasileiras, mas a ausência de figuras-chave como os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, reforça um clima de descontentamento entre os parlamentares. Além disso, há uma expectativa de que o veto seja utilizado para simbolizar uma posição política forte do governo em meio a um contexto eleitoral, onde a oposição busca capitalizar a crise atual.
As tensões políticas são evidentes, com parlamentares divididos sobre a estratégia do veto e a presença no evento. Enquanto alguns aliados de Lula defendem que o veto deve ser anunciado para maximizar o impacto político, outros temem que isso gere atritos com o Congresso. Assim, a situação permanece complexa, com possíveis desdobramentos que podem influenciar o cenário político no Brasil nos próximos meses.

