Evento de 8/1 terá baixa adesão de autoridades e possível veto de Lula

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Na próxima quinta-feira, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva realizará um evento para lembrar os três anos dos ataques às instituições em 2023, mas a cerimônia não contará com a presença da cúpula do Congresso e terá apenas uma representação reduzida de ministros do Supremo Tribunal Federal. Os presidentes da Câmara e do Senado já confirmaram suas ausências, enquanto a participação do presidente do STF e de outros ministros ainda está indefinida. A intenção é reforçar a defesa da democracia e evitar que os eventos de 2023 sejam esquecidos.

O evento ocorre em um contexto delicado, com a expectativa de que Lula anuncie seu veto a um projeto que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos nos ataques. Essa decisão, que deve ser anunciada até 12 de janeiro, é vista como uma forma de o governo nacionalizar o debate sobre o tema e gerar impacto político diante da oposição. A divisão entre os aliados de Lula sobre quando e como realizar o veto pode influenciar a relação do governo com o Legislativo, especialmente em um ano eleitoral.

Além da baixa adesão de autoridades, a presença reduzida de ministros do Supremo é interpretada como uma estratégia para evitar críticas e preservar a imagem da Corte. A situação destaca um momento de tensão política, onde a realização de um ato simbólico pode não apenas reafirmar a posição do governo, mas também amplificar a disputa política em um cenário marcado por críticas e polarização. A decisão de vetar o projeto pode ter repercussões significativas na dinâmica entre os poderes e nas percepções públicas sobre a atual administração.

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