Europa planeja presença militar da Otan na Groenlândia para conter EUA

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

O Reino Unido e a Alemanha estão em negociações para criar uma missão militar da Otan na Groenlândia, com o objetivo de reforçar a segurança na região Ártica e responder às ameaças do presidente dos Estados Unidos, que manifestou interesse em ‘comprar’ o território dinamarquês. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, está pressionando aliados para aumentar a presença militar e garantir que a segurança da Groenlândia seja uma prioridade para a Europa.

O plano inclui a proposta de uma missão chamada ‘Arctic Sentry’, inspirada na missão ‘Baltic Sentry’, que visa proteger a infraestrutura crítica no Mar Báltico. A crescente retórica de Trump sobre a Groenlândia reacendeu a diplomacia europeia, com líderes buscando demonstrar que a Otan e a Europa estão comprometidas com a segurança da região. A Alemanha também planeja discutir a questão com autoridades americanas, destacando a importância de uma abordagem colaborativa.

As ações e declarações recentes de Trump aumentaram as tensões, levando países europeus a reavaliarem suas estratégias de segurança no Ártico. A Dinamarca, que mantém laços históricos com a Groenlândia, tentará apaziguar a situação em uma visita diplomática a Washington. As discussões sobre a segurança da Groenlândia e a estratégia da Otan podem moldar as relações transatlânticas nos próximos meses, à medida que os interesses globais na região se intensificam.

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