Os Estados Unidos anunciaram neste domingo (4) que estão dispostos a trabalhar com o governo venezuelano, desde que este tome as “decisões adequadas”. A declaração foi feita pelo secretário de Estado, enquanto em Caracas os militares respaldaram a nova presidente interina, após a prisão de Nicolás Maduro em Nova York. A operação para capturá-lo ocorre em um contexto de intensa pressão militar norte-americana sobre o regime venezuelano.
Após a prisão de Maduro, o clima em Caracas é de tensão, com a população vivendo sob o impacto de bombardeios recentes e patrulhas militares. Delcy Rodríguez, antiga vice-presidente, assumiu a presidência interina, mas sua posição é contestada, criando um cenário de incerteza política. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, enfatizou que falar sobre eleições na Venezuela é prematuro, dada a complexidade da situação atual.
As implicações dessa mudança de governo podem ser vastas, especialmente em relação ao controle das reservas de petróleo do país. A administração Trump já indicou um interesse claro em reativar a indústria petrolífera venezuelana, buscando atrair investimentos dos EUA. Com o Conselho de Segurança da ONU se preparando para discutir a situação, as reações internacionais e os possíveis desdobramentos internos da Venezuela permanecem incertos.

