Na madrugada de 3 de janeiro, Caracas e outras cidades da Venezuela foram alvo de bombardeios, resultando no sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa por forças militares dos Estados Unidos. O ataque, que deixou cerca de 100 mortos, foi justificado pelo governo Trump como uma operação contra o tráfico de drogas e a migração ilegal, alegando que o governo venezuelano estava liberando criminosos para enviar à América. No entanto, críticos da ação militar questionam a legitimidade dessas justificativas, insinuando que o foco real é a exploração das riquezas naturais do país sul-americano.
A Venezuela tem uma longa história de envolvimento com o tráfico de drogas, sendo um importante corredor para a cocaína devido à sua proximidade com os principais produtores de coca. Desde o início do século, a participação do país no tráfico internacional aumentou, impulsionada pela demanda crescente da Europa e pela implementação do Plano Colômbia, que deslocou operações ilegais para as regiões de fronteira. Especialistas, como o professor de criminologia Andrés Antillano, ressaltam que a narrativa de combate ao tráfico de drogas apresentada pela administração Trump pode ser uma simplificação excessiva de um problema mais complexo.
As implicações desse ataque vão além da segurança nacional da Venezuela. A ação militar pode provocar uma escalada nas tensões entre os EUA e a Venezuela, além de gerar consequências humanitárias significativas para a população local. Especialistas alertam que a abordagem militar pode agravar ainda mais a crise já existente no país, complicando as relações diplomáticas e levando a uma instabilidade regional preocupante.

