EUA persistem em estratégia para limitar influência chinesa na América Latina

Camila Pires
Tempo: 1 min.

Os Estados Unidos mantêm esforços contínuos para afastar a China da América Latina, independentemente da administração no poder, segundo Dmitry Rozental, diretor do Instituto da América Latina da Academia Russa de Ciências. Ele afirmou que essa diretriz é um consenso entre republicanos e democratas, que adotam diferentes métodos, mas compartilham a mesma meta de conter a presença chinesa na região.

Rozental observou que, apesar das tentativas do ex-presidente Donald Trump em dificultar os negócios chineses com países latino-americanos, a China continua sendo um ator significativo na América Latina. Para os EUA, a exclusão de influências externas, como a chinesa, é uma prioridade na política externa, especialmente em relação a países como Cuba, Venezuela e Nicarágua, vistos como potenciais trampolins para a presença de potências concorrentes.

O especialista concluiu que, apesar da pressão americana, a presença chinesa na região é sólida, impulsionada pelo interesse dos países locais em cooperação e investimentos. Recentemente, o presidente chinês Xi Jinping reiterou o compromisso da China em ser um parceiro confiável para os países latino-americanos, enfatizando a construção de uma comunidade com futuro compartilhado na região.

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