Na última sexta-feira (9), o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, se reuniu com o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, para dialogar sobre a segurança no Ártico. As conversas surgiram após o presidente Donald Trump manifestar ameaças de controle sobre a Groenlândia, uma região autônoma da Dinamarca e importante membro da aliança militar. A discussão enfatizou a crescente preocupação com a presença de China e Rússia na região, que Trump considera uma ameaça à segurança nacional americana.
A Groenlândia, rica em recursos minerais, se tornou um ponto focal nas tensões geopolíticas, levando Trump a afirmar que a posse da ilha é vital para os interesses dos EUA. Rutte ressaltou a relevância do Ártico para a segurança coletiva e as estratégias da Otan para fortalecer suas capacidades na área. No entanto, a aliança militar tem buscado desviar o interesse dos EUA sobre a Groenlândia, tentando mostrar que está adotando medidas adequadas para garantir a segurança regional.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, enfatizou que qualquer ação militar dos EUA para dominar a Groenlândia resultaria em um colapso da aliança ocidental, que existe há 76 anos. Apesar das tensões, o general Alexus Grynkewich, chefe militar da Otan, afirmou que a aliança não enfrenta uma crise iminente. As discussões entre os líderes podem moldar o futuro das relações no Ártico e a estabilidade da segurança na região.

