O Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou que as recentes manobras militares da China ao redor de Taiwan elevaram desnecessariamente as tensões na região. Em um comunicado, o porta-voz Tommy Pigott instou Pequim a interromper a pressão militar e a buscar um diálogo construtivo com Taiwan. As manobras, que incluem lançamentos de mísseis e exercícios com navios e aviões, foram condenadas por Taipé como altamente provocadoras.
A China considera Taiwan parte de seu território e não descarta a possibilidade de uma ação militar para anexá-la. As atividades militares recentes foram vistas como uma resposta ao pacote de ajuda militar de 11 bilhões de dólares aprovado pelos EUA para Taiwan. Apesar das preocupações, o presidente americano, Donald Trump, minimizou a ameaça de uma invasão, afirmando ter uma boa relação com o presidente chinês Xi Jinping.
Essas tensões destacam a fragilidade da estabilidade no estreito de Taiwan, um ponto crítico nas relações entre Estados Unidos e China. Os Estados Unidos mantêm um compromisso de longa data com a autodefesa de Taiwan, embora sua posição sobre uma possível intervenção em caso de ataque permaneça ambígua. As manobras militares chinesas marcam a sexta série significativa de exercícios desde 2022, intensificando ainda mais a complexa dinâmica geopolítica na região.

