Os Estados Unidos expressaram condenação ao uso do míssil balístico Oreshnik pela Rússia durante uma sessão do Conselho de Segurança da ONU, realizada em 12 de janeiro. O ataque, que ocorreu na Ucrânia na madrugada de 9 de janeiro, foi descrito pela embaixadora adjunta dos EUA, Tammy Bruce, como uma ‘escalada perigosa e inexplicável’, embora o míssil não tivesse ogiva nuclear. A área atingida está localizada próxima à fronteira com a Polônia, o que aumenta as tensões regionais.
Em sua declaração, Bruce destacou a intensificação dos ataques russos contra a infraestrutura civil da Ucrânia, em particular suas instalações energéticas. A Rússia, por sua vez, afirmou que o míssil atingiu uma usina de manutenção de aviões na região de Lviv, justificando a ação como uma resposta a uma tentativa de ataque ucraniano contra o presidente Vladimir Putin, que foi negada por Kiev. Além disso, ataques adicionais na capital ucraniana resultaram em mortes e danos a prédios residenciais, complicando ainda mais a situação humanitária no país.
O embaixador interino do Reino Unido na ONU, James Kariuki, qualificou os ataques russos como imprudentes, alertando para o risco significativo de escalada do conflito. O embaixador russo na ONU, Vasili Nebenzia, rechaçou as críticas, afirmando que as operações militares russas não visavam a população civil. A situação na Ucrânia continua a ser um foco de preocupação internacional, com apelos por negociações que possam levar a um cessar-fogo duradouro.

