A Casa Branca levantou a hipótese de uma intervenção militar na Groenlândia, afirmando que essa é uma das opções em discussão. Essa possibilidade gera uma pressão sem precedentes sobre a Otan, uma vez que a Dinamarca, que administra a Groenlândia, é membro da aliança militar. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque dos Estados Unidos contra um aliado seria devastador para a aliança.
Desde o seu primeiro mandato, o ex-presidente Donald Trump considera a Groenlândia estratégica para a segurança americana. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou que o uso do Exército é uma das opções sendo discutidas. A retórica em torno dessa questão também faz com que países europeus se manifestem, com o presidente francês, Emmanuel Macron, chamando de impensável a violação da soberania dinamarquesa, enquanto outros líderes europeus expressam apoio à Dinamarca.
As consequências de uma possível ação militar americana seriam significativas para a Otan, marcando a primeira vez que um membro atacaria outro. No entanto, diplomatas da aliança tentam evitar a escalada da situação e buscam soluções que não causem divisões internas. A situação permanece tensa, com a necessidade de negociações para mitigar o impacto e manter a unidade dentro da aliança.

