Os Estados Unidos anunciaram, em 13 de janeiro de 2026, a designação da Irmandade Muçulmana como uma organização terrorista estrangeira, afetando suas operações no Egito, Líbano e Jordânia. Essa medida atende a um pedido prolongado de aliados árabes e de grupos conservadores americanos, que há muito expressam preocupações sobre as atividades do grupo. A decisão reflete uma estratégia mais ampla dos EUA para combater a violência e a desestabilização associadas à organização.
Fundada em 1928 no Egito, a Irmandade Muçulmana é uma das mais influentes organizações pan-islâmicas da região, com ramificações que se estendem por diversos países árabes. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a designação é parte de um esforço contínuo para neutralizar as ameaças representadas pelas filiais da Irmandade Muçulmana. A Jordânia, que já havia classificado o grupo como terrorista em abril do ano anterior, também acusou a organização de atividades ilegais, incluindo o armazenamento de armas.
Com essa nova designação, os Estados Unidos pretendem reforçar a segurança de seus aliados e enfrentar a crescente influência da Irmandade Muçulmana na região. A medida poderá desencadear reações entre os países árabes e influenciar a dinâmica política no Oriente Médio. A designação da Irmandade Muçulmana como terrorista pode também impactar as relações diplomáticas dos EUA com países que têm laços com o grupo.

