Em 7 de janeiro, o governo dos Estados Unidos anunciou que exerce influência direta sobre o governo interino da Venezuela, estabelecendo que é prematuro discutir a realização de eleições. A porta-voz Karoline Leavitt destacou que as decisões políticas em Caracas continuarão a ser determinadas por Washington, especialmente após a captura do presidente Nicolás Maduro e a ascensão de Delcy Rodríguez como presidente interina.
Durante uma coletiva de imprensa, Leavitt reiterou a intenção da administração Trump de estabilizar a Venezuela antes de implementar quaisquer soluções eleitorais. O secretário de Estado, Marco Rubio, apresentou um plano estratégico que inclui medidas imediatas para conter o caos e estabilizar a economia, seguidas de uma transição política planejada. A proposta foi elaborada em resposta à crise provocada pela recente mudança de liderança no país.
As implicações desse controle dos EUA sobre o governo interino da Venezuela são significativas, especialmente em relação à dinâmica política interna e às negociações com a indústria petrolífera. A expectativa é que as medidas adotadas possam abrir caminho para o retorno de empresas americanas ao setor, enquanto figuras da oposição, como María Corina Machado, buscam articular uma transição democrática em meio à nova configuração de poder.

