O Departamento de Justiça dos Estados Unidos autorizou a administração Trump a realizar uma operação militar para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de acordo com um memorando legal divulgado na terça-feira. O documento não abordou se essa operação violaria o direito internacional, o que gerou preocupações sobre a legalidade da ação e a autoridade do presidente para iniciar conflitos armados sem a aprovação do Congresso.
A operação noturna para capturar Maduro levanta questões legais significativas, especialmente no que diz respeito ao poder executivo em conduzir ações militares. Especialistas em direito internacional e constitucional têm debatido sobre os limites da autoridade presidencial em operações militares que não contam com o respaldo legislativo. Essa situação ilustra os desafios enfrentados pela política externa dos EUA em relação à Venezuela e as tensões no cenário internacional.
O desdobramento dessa operação poderá ter implicações profundas nas relações entre os Estados Unidos e a Venezuela, além de afetar a percepção global sobre a legitimidade das ações militares unilaterais. A falta de um consenso sobre a legalidade da operação pode resultar em críticas tanto internas quanto externas, complicando ainda mais o já delicado cenário político na América Latina e a postura dos EUA diante de violações de direitos humanos em outros países.

