O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) anunciou neste sábado (3) acusações contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por sua suposta participação em uma conspiração de narco-terrorismo que dura 25 anos. A denúncia foi feita após Maduro e sua esposa, Cilia Flores, serem retirados da Venezuela, enquanto ataques aéreos atingiam Caracas. O presidente dos EUA, Donald Trump, informou que Maduro estava sendo transportado para Nova York, onde será apresentado à justiça.
As alegações incluem a colaboração de Maduro com organizações de narcotráfico, como o Cartel de Sinaloa e o Tren de Aragua, com o objetivo de contrabandear cocaína para os Estados Unidos. De acordo com os promotores, ele teria utilizado sua posição no governo para facilitar operações de tráfico, fornecendo proteção a traficantes e permitindo a corrupção dentro do regime. Se condenado, ele poderá receber uma sentença de prisão perpétua, e sua primeira aparição em tribunal está agendada para segunda-feira.
A acusação atualiza denúncias anteriores feitas em 2020, que já haviam oferecido uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro. Além dele, a denúncia inclui sua esposa e outros co-conspiradores, todos acusados de participar de atividades ilícitas que desafiam a soberania dos EUA. O desdobramento deste caso pode ter repercussões significativas nas relações entre os EUA e a Venezuela, bem como no futuro político de Maduro e seu regime.

