Um estudo recente realizado em Roma, publicado em 22 de janeiro, identificou indicadores de masculinidade tóxica em homens heterossexuais nas sociedades ocidentais. A pesquisa, coordenada por Deborah Hill Cone da Universidade de Auckland, analisou dados de mais de 15 mil homens e trouxe à tona questões como homofobia, sexismo hostil e narcisismo, caracterizando uma pequena minoria como ‘tóxica’.
Os pesquisadores dividiram os participantes em cinco grupos, sendo que apenas 3,2% foram classificados como ‘tóxicos e hostis’, enquanto 35,4% foram considerados ‘não tóxicos’. Os dados indicam que aqueles com maior probabilidade de pertencer ao grupo hostil são homens mais velhos, solteiros, desempregados e politicamente conservadores, muitas vezes enfrentando marginalização social e econômica.
Esses resultados levantam questões importantes sobre a masculinidade contemporânea e seu impacto nas relações de gênero. O estudo sugere que, embora a masculinidade tóxica afete uma minoria, suas implicações para a sociedade e para as dinâmicas de gênero são críticas, exigindo uma reflexão mais profunda sobre como tais comportamentos podem ser abordados e desafiados.

