Estudo revela segredos da longevidade dos supercentenários brasileiros

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Um estudo recente publicado na revista Genomic Psychiatry destaca a diversidade genética do Brasil como um fator crucial na compreensão da longevidade extrema. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) analisaram a população, revelando que aproximadamente 70% dos brasileiros são miscigenados, o que os torna únicos em termos de genética e saúde. Com cerca de 37 mil centenários registrados, o país abriga alguns dos supercentenários mais notáveis do mundo.

Os pesquisadores identificaram 163 variantes genéticas que podem contribuir para a longevidade, ligadas a sistemas imunológicos robustos e a capacidade cognitiva. Entre os participantes do estudo, estava a Irmã Inah, reconhecida como a pessoa mais velha do mundo antes de sua morte em 2025. O estudo abrange uma amostra diversificada de supercentenários, que possuem características genéticas que favorecem a saúde e a resistência a doenças, mesmo sem acesso a cuidados médicos adequados.

As descobertas podem ter implicações significativas para a pesquisa em saúde e envelhecimento, sugerindo que a combinação de genética e fatores ambientais tem um papel importante na longevidade. Com a crescente população de idosos no Brasil, compreender esses aspectos pode ajudar a desenvolver políticas de saúde mais eficazes e a promover o bem-estar da população. O estudo abre caminho para novas investigações sobre a relação entre genética e envelhecimento, aproveitando o potencial único do Brasil neste campo.

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