Pesquisadores da Alemanha, Suíça e Chile publicaram um estudo na revista JAMA Psychiatry que revela que a prática sexual pode ter um efeito positivo na cicatrização de lesões cutâneas. A pesquisa envolveu 80 casais heterossexuais e buscou explorar como a intimidade diária e a administração de ocitocina, conhecida como o ‘hormônio do amor’, influenciam a recuperação de feridas na pele.
Os participantes foram divididos em dois grupos, onde um recebeu ocitocina e foi incentivado a interagir fisicamente, enquanto o outro grupo recebeu um placebo. O estudo constatou que a intimidade física não apenas reduziu os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, mas também promoveu a cicatrização das feridas, sugerindo uma ligação entre saúde emocional e imunológica. Isso pode oferecer novas abordagens para o tratamento e a recuperação de doenças.
Embora a pesquisa tenha limitações, como a avaliação das feridas em apenas dois momentos e a participação restrita a casais jovens, os resultados abrem caminho para futuras investigações sobre a relação entre dinamismo do relacionamento e saúde física. Os pesquisadores destacam a importância do consentimento e da prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, ressaltando que o carinho e a intimidade devem ser parte de uma rotina saudável.

