Uma recente meta-análise internacional, envolvendo quase 24 mil idosos, concluiu que o apoio emocional desempenha um papel crucial na redução dos sintomas depressivos na velhice. Publicado em outubro no American Journal of Epidemiology, o estudo evidencia que a depressão é um problema crescente, afetando mais de 25 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os dados foram coletados de 11 estudos realizados em diversos países, como Brasil, Austrália, China e Estados Unidos, e mostraram que o suporte emocional é eficaz em todas as culturas analisadas. A geriatra Thais Ioshimoto, do Einstein Hospital Israelita, enfatiza que a depressão em idosos é prevalente e, se não tratada, pode trazer consequências graves à saúde e à qualidade de vida. Além disso, a pesquisa indica que o apoio instrumental pode, em algumas situações, intensificar sintomas depressivos, especialmente quando os idosos percebem uma perda de autonomia.
As implicações desse estudo sugerem que identificar e promover o apoio emocional para os idosos é essencial, especialmente em um contexto onde o foco da medicina muitas vezes é puramente econômico. Criar ambientes que favoreçam a convivência e o suporte comunitário pode ajudar a combater o isolamento, que é um fator de risco importante para a depressão. A pesquisa defende que relações afetivas sólidas são fundamentais para um envelhecimento saudável, permitindo que os idosos vivam com mais qualidade e menos solidão.

