Estudo reafirma segurança do paracetamol na gravidez e descarta riscos de autismo

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Um estudo recente publicado na revista The Lancet indica que o paracetamol é seguro para uso por gestantes, não apresentando riscos de desenvolvimento de autismo em bebês. A pesquisa, que analisou 43 estudos e envolveu centenas de milhares de casos, foi divulgada no último sábado, desafiando declarações de figuras públicas, como o presidente dos EUA. A principal autora, Asma Khalil, enfatiza que a utilização correta do medicamento é fundamental para garantir a segurança das mães e dos filhos.

A análise detalha que a preocupação com o uso do paracetamol durante a gravidez surgiu após comentários infelizes de líderes, que associaram o medicamento a uma suposta epidemia de autismo. Os pesquisadores, por sua vez, destacam que a febre e outras condições não tratadas durante a gravidez podem representar riscos significativos tanto para a gestante quanto para o feto. A revisão sistemática realizada pelo grupo de Khalil identificou que estudos anteriores que sugeriram uma ligação entre o paracetamol e transtornos de desenvolvimento não foram conclusivos devido a vieses.

Embora o paracetamol seja considerado seguro, os especialistas reiteram que qualquer medicação deve ser utilizada sob orientação médica. Outras opções de analgésicos, como ibuprofeno, não são recomendadas durante a gestação. A pesquisa reforça a necessidade de cautela e destaca que a causa do autismo é complexa, com fatores genéticos desempenhando um papel crucial no seu desenvolvimento.

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