Um novo estudo publicado na revista Nature Ecology & Evolution revela que macacos são mais propensos a interações sexuais homossexuais quando expostos ao estresse. A pesquisa, que analisou dados de 491 espécies, destaca como a escassez de recursos e a pressão ambiental influenciam esses comportamentos. Os resultados indicam que, em situações adversas, essas relações ajudam a manter a coesão dentro dos grupos sociais.
Os pesquisadores descobriram que a ocorrência de interações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo é mais comum em espécies que habitam regiões secas e competitivas, onde a luta por sobrevivência é intensa. Espécies como os macacos-de-gibraltar e macacos-vervet exemplificam essa dinâmica, onde a cooperação se torna essencial para enfrentar ameaças externas. A análise também sugere que a complexidade das relações sociais, marcada por hierarquias e disputas, desempenha um papel crucial nesse fenômeno.
Embora o estudo se concentre em primatas não humanos, os autores observam que as condições de vida dos ancestrais humanos também eram complexas e marcadas por desafios. Isso abre novas possibilidades de pesquisa sobre como comportamentos sociais, como a homossexualidade, podem ter evoluído ao longo do tempo. As implicações desse estudo são significativas, trazendo à tona questões sobre a adaptabilidade social em ambientes hostis.

