Estudo da Oxfam denuncia desigualdade climática do 1% mais rico

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Um estudo recente da Oxfam aponta que o 1% mais rico da população global já consumiu toda a sua cota anual de emissões de carbono em apenas 10 dias de 2026, um marco conhecido como “Pollutocrat Day”. Este relatório, divulgado no início de janeiro, destaca a urgência de abordar a desigualdade climática e suas repercussões em termos econômicos e sociais.

A análise revela que, enquanto a cota anual de emissões per capita recomendada para manter a temperatura global abaixo de 1,5 °C é de aproximadamente 2,1 toneladas de CO₂, o 1% mais rico emite, em média, 75,1 toneladas por ano. Isso resulta em uma disparidade alarmante, com o 0,1% mais rico esgotando sua cota em apenas três dias, refletindo uma desigualdade estrutural no uso de recursos naturais.

Diante desse cenário, a Oxfam apela por políticas que alinhem justiça social e objetivos climáticos, sugerindo a tributação dos super-ricos e a reforma do modelo econômico global. Especialistas alertam que essas medidas são essenciais não apenas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, mas também para garantir uma distribuição mais justa de riquezas e recursos, especialmente em países em desenvolvimento que enfrentam os maiores riscos associados a eventos climáticos extremos.

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