Uma pesquisa realizada na Alemanha revela que a ferramenta AI Overviews do Google, ao responder perguntas sobre condições de saúde, menciona o YouTube com mais frequência do que qualquer site médico. Este fenômeno é particularmente alarmante, considerando que essa funcionalidade é acessada por cerca de 2 bilhões de usuários mensalmente. O Google defende que suas resumos de IA são confiáveis e citam fontes médicas respeitáveis, como os Centros de Controle e Prevenção de Doenças e a Clínica Mayo.
No entanto, a predominância do YouTube nas respostas pode suscitar sérias preocupações quanto à qualidade da informação de saúde recebida pelo público. A pesquisa destaca a necessidade de uma revisão crítica das fontes utilizadas pelas ferramentas de inteligência artificial no que diz respeito à saúde pública. O fato de uma plataforma de vídeo ser mais citada do que fontes médicas tradicionais pode comprometer a confiança nas informações que os usuários obtêm.
As implicações dessa descoberta são profundas, uma vez que a disseminação de informações incorretas ou imprecisas pode afetar diretamente a saúde da população. Especialistas alertam que a influência do YouTube pode levar os usuários a buscar soluções baseadas em conteúdos não verificados. Assim, a discussão sobre a responsabilidade das plataformas digitais na curadoria de informações de saúde se torna cada vez mais urgente.

