Yoshua Bengio, um dos principais especialistas em inteligência artificial, expressou preocupações sobre o futuro do progresso rumo à inteligência geral artificial (AGI) em 17 de janeiro de 2026. Ele sugere que, apesar dos trilhões de dólares investidos, o desenvolvimento pode enfrentar um impasse, resultando em uma crise financeira semelhante à de 2008. Os números são impressionantes: cerca de 2,9 trilhões de dólares estão sendo gastos em datacenters, essenciais para as ferramentas de IA, e a Nvidia, que fornece os chips para esses sistemas, tem uma capitalização de mercado que ultrapassa 4 trilhões de dólares.
Além disso, as ofertas de bônus de 100 milhões de dólares da Meta, empresa de Mark Zuckerberg, para engenheiros da OpenAI, refletem a intensa competição por talentos no setor. A incerteza sobre o futuro da AGI e seu impacto financeiro levanta questões sobre a sustentabilidade desse investimento massivo. O cenário atual sugere que, embora existam expectativas de grande retorno financeiro, também há riscos significativos que podem afetar o mercado global.
As implicações dessas observações são profundas, pois um colapso no setor de IA poderia ter ramificações em toda a economia. A corrida por inovações em inteligência artificial pode não garantir resultados positivos, e a necessidade de um planejamento cuidadoso torna-se evidente. Assim, o futuro da AGI não apenas moldará a tecnologia, mas também as bases da economia global.

