Nesta sexta-feira (16), o governo do Equador enviou dez mil soldados a três províncias costeiras na tentativa de intensificar a luta contra a violência gerada por grupos de narcotráfico. A medida foi anunciada em um contexto de recordes de homicídios e crimes violentos, refletindo a grave crise de segurança que o país enfrenta. O presidente Daniel Noboa, em resposta ao aumento da criminalidade, decidiu agir com rigor para restaurar a ordem pública.
As províncias de Guayas, Manabí e Los Ríos receberam reforços, incluindo centenas de soldados de forças especiais que desembarcaram em Guayaquil. Essas áreas têm sido palco de intensos confrontos entre organizações do narcotráfico ligadas a cartéis internacionais. O general Mario Bedoya, da Força Aérea Equatoriana, destacou que as operações de segurança foram intensificadas para conter a violência crescente que ameaça a estabilidade do país.
O Equador, que até uma década atrás era considerado um país tranquilo, agora enfrenta uma taxa alarmante de 52 homicídios a cada 100 mil habitantes. Diante desse cenário, Noboa cancelou suas férias para se reunir com autoridades de segurança e comandantes militares. O governo mantém vigilância rigorosa, com operações em portos estratégicos e um alerta claro de que a segurança será prioridade absoluta.

