Pesquisas recentes têm explorado o fenômeno denominado ‘gamer brain’, que se refere à atração por conquistas em jogos que, à primeira vista, parecem desprovidas de sentido. Este comportamento é caracterizado por uma insistência em superar desafios e buscar recompensas, mesmo que elas não ofereçam benefícios práticos. Por exemplo, jogadores frequentemente tentam melhorar suas pontuações em minijogos ou persistem em dificuldades elevadas em busca de um senso de realização.
Embora as investigações sobre os efeitos dos jogos tenham, em sua maioria, focado nas questões de agressividade, a nova onda de estudos evidencia também os efeitos positivos que os jogos podem ter no cérebro. Realizar tarefas complexas pode melhorar habilidades cognitivas e beneficiar o bem-estar emocional, ajudando na gestão do estresse. Assim, a ideia de ‘gamer brain’ emerge como um aspecto intrigante do comportamento humano, revelando a profundidade da motivação que move os jogadores.
As implicações desse fenômeno vão além do entretenimento, uma vez que a compreensão do ‘gamer brain’ pode informar pesquisas sobre comportamento e saúde mental. A persistência em jogos pode ser vista como uma forma de engajamento que, embora pareça fútil, pode oferecer um escape e uma satisfação emocional significativa. À medida que mais estudos são conduzidos, pode-se esperar um entendimento mais aprofundado das interações entre jogos, motivação e saúde mental.

