Helen Lambert, uma enfermeira do NHS, é uma das muitas graduadas que enfrentam o peso crescente de dívidas estudantis, com sua dívida saltando de £57.000 para £77.000. Desde que começou a trabalhar e a pagar seu empréstimo em 2021, ela já reembolsou mais de £5.000, mas seus esforços são ofuscados pelos juros que ultrapassam £400 mensais. As taxas de juros atualmente podem chegar a 8%, o que agrava ainda mais a situação financeira de muitos graduados.
Esse fenômeno, que afeta milhões de graduados no Reino Unido, revela um problema sistêmico no sistema de empréstimos estudantis. Os graduados frequentemente se veem presos em um ciclo de dívidas, onde os pagamentos mensais são insuficientes para cobrir os juros, resultando em um aumento contínuo do saldo devedor. Essa realidade gera preocupações sobre a viabilidade econômica dos jovens profissionais que buscam estabilidade financeira após a formatura.
As implicações dessa situação são significativas, tanto para os indivíduos quanto para a economia em geral. Com um número crescente de graduados enfrentando dificuldades financeiras, há um chamado para a revisão das políticas de empréstimos estudantis e a consideração de alternativas que possam aliviar o fardo das dívidas. O debate sobre a reforma do sistema de educação e financiamento estudantil no Reino Unido deve ganhar destaque nas agendas políticas nos próximos anos.

