Empresas exploram a realocação de data centers para o espaço devido à crise ambiental

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Data centers, que consomem mais de 4% da energia total nos Estados Unidos, estão enfrentando um desafio crescente devido à sua enorme pegada ambiental. Com a previsão de que a criação de dados no mundo supere 400 zettabytes até 2028, a pressão para encontrar soluções sustentáveis se intensifica. Nesse cenário, a ideia de transferir data centers para o espaço começa a ganhar força entre empresas como Blue Origin, Google e Open AI.

A mudança para o espaço pode oferecer uma alternativa eficaz para o resfriamento e a geração de energia, aproveitando a luz solar contínua e o ambiente extremo do espaço para dissipar calor. Essa abordagem não apenas reduziria os custos operacionais, mas também mitigaria o uso de combustíveis fósseis, que atualmente representa até 56% da energia consumida por data centers. O potencial de construção de constelações de satélites para processamento de dados pode revolucionar a infraestrutura digital global.

Entretanto, essa transição não é isenta de desafios. Os custos de lançamento e a necessidade de garantir a sustentabilidade dos novos sistemas são preocupações centrais. Apesar disso, especialistas acreditam que o benefício ambiental superará os custos, especialmente em um mundo que cada vez mais depende de soluções inovadoras para enfrentar as mudanças climáticas e a crescente demanda por capacidade de armazenamento e processamento de dados.

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