Empresas de familiares de Toffoli ligadas a fundo investigado por fraudes

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Duas empresas conectadas a familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, supostamente estão vinculadas ao fundo Arleen, que investiu em seus negócios. A informação foi divulgada pela Folha e sugere que o fundo é parte de uma rede financeira relacionada ao Banco Master, sob investigação por fraudes. A situação se torna ainda mais complexa considerando que Toffoli é o relator do caso no STF, levantando preocupações sobre conflitos de interesse.

O fundo Arleen, que encerrou suas atividades em 2024, foi associado a duas empresas em Ribeirão Claro, Paraná, uma delas ligada a um primo de Toffoli. Embora não esteja sendo investigado diretamente, o fundo aparece conectado a outras entidades sob escrutínio, como o RWM Plus, através de relações societárias que foram reveladas por investigações da Receita Federal e da CVM. Essa interligação entre os fundos e o Banco Master levanta questões sobre a transparência e a ética nos negócios envolvendo figuras públicas.

O desdobramento desse caso poderá impactar a imagem das instituições financeiras brasileiras e a confiança do público nas autoridades judiciais. A assessoria do STF informou que Toffoli não se manifestou sobre as alegações até o momento da publicação da reportagem. A falta de resposta de familiares e instituições envolvidas pode intensificar a pressão por uma maior clareza sobre as relações entre o governo e o setor privado.

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