Mario Burlò, um empresário de Turim, foi libertado após 14 meses de detenção sem acusações formais na Venezuela. Durante seu depoimento à Comissão de Relações Exteriores do Senado italiano, ele comparou as condições da prisão em Caracas a um ‘campo de concentração’, revelando a gravidade da situação vivida por ele e outros detentos.
Burlò relatou que havia ordens para matar prisioneiros e que sua sobrevivência pode ter sido garantida pela intervenção do governo italiano. Ele também descreveu cenas de tortura, incluindo uma prática cruel contra muçulmanos durante o Ramadã. O ex-prisioneiro expressou sua gratidão à diplomacia da Itália, que, segundo ele, foi crucial para sua libertação.
Agora, Burlò se compromete a ajudar outros detentos que ainda estão na Venezuela, considerando sua experiência um chamado à ação. Ele enfatizou que sua história não é apenas sobre uma detenção injusta, mas sobre um sequestro, e pretende realizar esforços para acabar com as violações de direitos humanos que presenciou durante seu tempo na prisão.

