Eleições presidenciais em Portugal têm corrida acirrada com extrema-direita em ascensão

Camila Pires
Tempo: 2 min.

Os eleitores portugueses compareceram às urnas no último domingo, 18 de janeiro de 2026, para escolher um novo presidente. Pesquisas de opinião indicam que três candidatos, incluindo o líder do partido Chega, de extrema-direita e anti-imigração, estão próximos de garantir um lugar no segundo turno da eleição. Este cenário destaca a polarização do eleitorado e a fragmentação política que tem caracterizado o país nos últimos anos.

Desde que Portugal se livrou de sua ditadura fascista há mais de cinquenta anos, apenas uma eleição presidencial, em 1986, exigiu um segundo turno. O aumento da popularidade do Chega reflete uma crescente insatisfação com os partidos convencionais, que têm enfrentado dificuldades para se conectar com os eleitores. Essa mudança no cenário político levanta questões sobre o futuro da democracia no país e a possibilidade de um governo mais à direita.

As implicações desta eleição podem reverberar além das fronteiras de Portugal, especialmente em um contexto europeu onde partidos de extrema-direita têm ganhado força. A possibilidade de um segundo turno acirrado pode intensificar debates sobre imigração e políticas sociais, refletindo uma tendência mais ampla de polarização política em várias democracias ocidentais. A situação exige atenção tanto de analistas políticos quanto do público em geral, dada a relevância das decisões que serão tomadas nas próximas semanas.

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