Portugal vai às urnas neste domingo, 18, para a escolha do novo presidente da República, um evento cercado por uma tensão política sem precedentes desde a redemocratização. A sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém ocorre em um cenário de grande polarização e fragmentação partidária, com 11 candidaturas oficialmente validadas, o maior número desde 1976. A expectativa é de que a falta de um vencedor no primeiro turno leve a uma segunda votação em 8 de fevereiro, caso nenhum candidato alcance 50% dos votos válidos.
A lista de candidatos inclui André Ventura, líder do partido de extrema-direita Chega!, e António José Seguro, do Partido Socialista, sendo este último considerado favorito em um possível confronto direto. O aumento da extrema-direita e a fragmentação dos partidos geram preocupações sobre o futuro político do país e o papel do presidente como guardião da Constituição de 1976. A situação é ainda mais complexa, uma vez que três candidaturas foram invalidadas, embora apareçam nas cédulas devido a questões de tempo para reimpressão.
Com 11.039.672 eleitores aptos a votar, incluindo cerca de 1,7 milhão no exterior, as eleições são vistas como um divisor de águas para a democracia em Portugal. O evento poderá moldar o futuro político, social e institucional do país, refletindo as tensões e divisões atuais. A participação popular e a escolha do novo presidente serão fundamentais para o encaminhamento das políticas públicas e a coesão social nos próximos anos.

