No dia 19 de janeiro, as eleições presidenciais em Portugal culminaram no primeiro turno, onde o socialista António José Seguro obteve 31,13% dos votos, seguido pelo ultradireitista André Ventura com 23,49%. A participação eleitoral alcançou 52%, o que representa o maior índice registrado em 15 anos. O segundo turno está agendado para 8 de fevereiro, marcando um momento decisivo para o futuro político do país.
Após a contagem dos votos, ambos os candidatos se pronunciaram diante de seus apoiadores. Ventura, líder do partido de extrema-direita Chega, declarou que os resultados refletem a consolidação de sua força política, caracterizando a disputa como uma batalha entre o espaço socialismo e o espaço não socialista em Portugal. Por outro lado, Seguro enfatizou a importância da união entre os eleitores democráticos, apelando para um movimento contra o ódio.
Esta eleição é histórica, pois é a primeira vez em 40 anos que Portugal necessitará de um segundo turno para a escolha de um novo presidente. O vencedor assumirá o cargo deixado por Marcelo Rebelo de Sousa, e o resultado pode ter implicações significativas para a política e a sociedade portuguesas nos próximos anos.

