Eduardo Bolsonaro promete lutar por cargo na PF sem voltar ao Brasil

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos, declarou nesta sexta-feira que irá “batalhar” para manter seu cargo de escrivão na Polícia Federal (PF), apesar de uma determinação que exige seu retorno ao Brasil. Ele se licenciou do cargo para exercer seu mandato parlamentar, mas foi cassado em dezembro de 2025 por faltas frequentes. A decisão da PF, publicada no Diário Oficial, menciona o “retorno imediato” dele ao trabalho na Delegacia da PF em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Eduardo, que está fora do país desde fevereiro, enfrenta uma série de processos administrativos por suas declarações polêmicas e ataques à PF. A corporação ressaltou que a ausência injustificada poderá levar a sanções administrativas, incluindo demissão. O ex-parlamentar se mostrou firme ao afirmar que não entregará sua posição “de mãos beijadas”, destacando seu esforço para ser aprovado no concurso da PF.

A situação de Eduardo Bolsonaro é delicada, pois ele também é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação e sua defesa alega que suas declarações em apoio a sanções dos EUA contra autoridades brasileiras foram feitas no exercício de seu mandato e devem ser protegidas. O desdobramento desse caso poderá afetar não apenas sua carreira, mas também a imagem da PF e suas relações com o governo federal, uma vez que ele articulou ações que visavam pressionar a Justiça brasileira em um momento crítico.

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