Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal pelo PL de São Paulo, enfrenta um processo administrativo disciplinar na Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro, que pode resultar na perda de seu salário como escrivão. O processo foi aberto devido à sua suposta ausência injustificada ao serviço por mais de 30 dias, após a cassação de seu mandato em 18 de dezembro de 2025. A remuneração inicial do cargo é de R$ 14.164,81, podendo chegar a R$ 21.987,38.
A situação se complica, uma vez que Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e declarou que não tem condições de retornar ao Brasil neste momento. A legislação exige que servidores públicos reassumam suas funções dentro de um prazo específico, e a sua ausência pode levar a medidas disciplinares, incluindo a demissão. O ex-deputado também é réu no Supremo Tribunal Federal por suposta coação no curso do processo, relacionada a tentativas de articular sanções internacionais contra autoridades brasileiras.
As implicações desse processo são significativas, tanto para a carreira de Eduardo na Polícia Federal quanto para a sua imagem pública. Com a possibilidade de demissão e o andamento do caso no STF, a pressão sobre ele aumenta. A Defensoria Pública da União assumiu sua defesa, argumentando que suas declarações sobre sanções contra o Brasil foram feitas no contexto de seu mandato e, portanto, devem ser protegidas pela imunidade parlamentar.

