Dólar sobe com indicação ao Fed, mas encerra janeiro em queda de 4,40%

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Nesta sexta-feira, 30 de janeiro, o dólar registrou uma alta de 1,04%, fechando a R$ 5,2476, impulsionado pela indicação de Kevin Warsh à presidência do Federal Reserve. A valorização da moeda americana no exterior e a correção de excessos recentes foram fatores que contribuíram para essa movimentação, aliviando temores sobre a ingerência de Donald Trump na política monetária dos Estados Unidos.

Os analistas observaram que, apesar da alta momentânea, o dólar teve um desempenho negativo em janeiro, com queda acumulada de 4,40%, a maior desde junho de 2025. O diretor da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, destacou que a escolha de Warsh foi um gatilho para a reprecificação dos ativos, embora não signifique uma mudança de tendência. O mercado está atento também ao comportamento das commodities metálicas, que enfrentaram quedas significativas após períodos de alta.

As implicações dessa indicação podem ser significativas para o mercado financeiro, com a expectativa de que o real se valorize nos próximos meses, apesar do início do ciclo de corte de juros previsto para março. Especialistas acreditam que Warsh, com sua experiência, poderá equilibrar a pressão política e as expectativas do mercado, o que pode mitigar os riscos de interferência política na economia. A escolha reflete uma tentativa de manter a credibilidade do Fed enquanto lida com as pressões externas.

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