Dólar se valoriza com nova indicação ao Fed, mas fecha janeiro em baixa

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Na sexta-feira, 30 de janeiro, o dólar aumentou 1,04%, fechando a R$ 5,2476, após a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve. Essa valorização foi acompanhada por uma onda de correção nos mercados, onde investidores se ajustaram a uma nova realidade após a escolha do economista, que busca equilibrar interesses políticos e monetários nos EUA.

A alta do dólar ocorreu em um contexto de queda significativa nas commodities metálicas, como ouro e prata, que enfrentaram perdas acentuadas. Analistas, como o diretor de Tesouraria do Travelex Bank, afirmam que a escolha de Warsh pode ser um divisor de águas na política monetária americana, já que ele é visto como um defensor de uma abordagem mais equilibrada. Embora a correção tenha sido notável, a expectativa é que o real se valorize nos próximos meses, mesmo com a perspectiva de cortes de juros pelo Banco Central brasileiro.

Os especialistas alertam que, apesar do recente repique do dólar, a tendência de queda pode persistir a longo prazo, dependendo das decisões futuras do Fed e do cenário econômico global. A indicação de Warsh é vista como uma tentativa de mitigar a influência política nas decisões monetárias, o que pode ter um impacto significativo nas relações econômicas internacionais e na estabilidade do mercado financeiro. Assim, o acompanhamento das movimentações do Fed se torna crucial para os investidores locais e internacionais.

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