Na quinta-feira, 8 de janeiro, o dólar fechou cotado a R$ 5,3890, apresentando uma variação de 0,04%. A moeda norte-americana opera em um clima de cautela, com investidores à espera do relatório de emprego dos EUA, que pode influenciar as decisões futuras do Federal Reserve. No Brasil, o foco também está voltado para a divulgação do IPCA, embora não haja expectativa de mudanças na taxa Selic, que deve permanecer em 15%.
O cenário externo mostra um dólar em leve alta e os números de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA estão em linha com o esperado. Sem sinais de deterioração no mercado de trabalho, o Federal Reserve deve optar pela manutenção das taxas de juros no curto prazo. As chances de que a taxa permaneça inalterada superam 80%, enquanto a possibilidade de cortes monetários é vista apenas para o segundo trimestre.
A expectativa é que a manutenção de um diferencial de juros elevado possa sustentar o real no início do ano, a menos que surjam riscos externos ou políticos que gerem demanda pela moeda americana. A recente queda de quase 2% do dólar é considerada uma correção após a alta de dezembro, influenciada por fatores políticos e pela sazonalidade do fluxo cambial. A gestora Armor Capital prevê uma taxa de câmbio em R$ 5,45 até o final do ano.

